Transição Capilar: texturização com papel higiênico

Gente, como vocês estão? Que SAUDADE de postar! Antes de ir para o assunto do post, quero explicar rapidamente o motivo da nossa ausência: além das dificuldades com a rotina, meu celular foi roubado e demorei para ter outro, o que atrapalha todo o trabalho do blog. Expliquei na nossa página do Facebook, por isso é importante que vocês sigam a gente lá para ficar por dentro de tudo.

Enfim, o post de hoje tem a participação super especial de uma amiga e leitora muito querida nossa, a Dayane Madeira. A Day está em transição e eu e a Sabryna acompanhamos o processo e ajudamos sempre que dá, com dúvidas e incentivos. A Day tem muita dificuldade de lidar com as duas texturas do cabelo e a parte alisada é muito difícil de cachear, então o cabelo vive preso.

Esses dias ela conseguiu ter sucesso em uma texturização e compartilhou o resultado comigo. Eu fiquei apaixonada e pedi para mostrar aqui no blog. Como eu e a Sabryna não estamos mais na transição, ficamos felizes de ter oportunidade de abordar esse assunto e ajudar quem ainda está nesta fase.

 

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A Day fez a texturização com papel higiênico, muito conhecida no youtube. Ela pegou três partes do papel higiênico e dobrou ao meio no sentido do comprimento, depois dobrou mais uma vez e enrolou na diagonal. Ela achou que dessa forma ficaria mais firme. Os rolinhos ficaram assim:

 

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Com o cabelo lavado, ela usou o creme de pentear Garnier Recriador de Cachos (resenha aqui) misturado com a Gelatina “Não sai da minha cabeça” da Salon Line. Pegando mechas não muito grandes, ela foi enrolando o cabelo, tendo atenção com as pontas ainda com química.

 

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Depois de esperar por volta de 4h, o tempo necessário para o cabelo secar, a Day soltou os rolinhos e deu uma ajeitadinha e os cachos ficaram assim:

 

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Lindos, né? Eu fiquei encantada, ainda mais porque o cabelo está com uma aparência maravilhosa de bem cuidado. A Day faz low pow há um tempo e gosta muito da técnica. Sobre a texturização, ela achou um processo demorado e cansativo, pois ela tem bastante cabelo. Por outro lado, o resultado foi compensador e durou dois days after, podendo durar mais. Ela usou uma blusa de cetim no travesseiro para garantir que os cachos não fossem tão desfeitos durante a noite, o que é uma ótima dica para um bom day after.

Acho que essa texturização é uma boa opção para quem está em transição e quer arrumar o cabelo para alguma ocasião ou mesmo para se sentir mais bonita e se ver com cachos, já que essa é uma fase tão difícil. Como é trabalhosa, infelizmente não dá para fazer todos os dias.

Quero agradecer a colaboração da Day e desejar que essa transição acabe logo e ela desfile mais por aí com esses cachos maravilhosos!

Espero que a dica dela tenha ajudado! Até mais.

 

patty

Scab Hair: o que é e como tratar?

Vamos falar hoje de um problema muito comum, mas que algumas pessoas ainda não sabem identificar ou como tratar: o scab hair. 

 

O que é scab hair?

É o cabelo que aparece depois da química, normalmente durante a transição ou depois do Big Chop, caracterizado pelo ressecamento, aspereza e falta de definição. Isso acontece devido a algum dano no folículo capilar causado pela química que prejudica o nascimento saudável do cabelo novo.

ATENÇÃO: é normal nosso cabelo ter algumas partes mais definidas e outras nem tanto. O scab hair é um cabelo visivelmente danificado e ressecado, não tem nada a ver com essas diferenças naturais nem com aquele dia em que o cabelo está mais difícil e não tão definido.

 

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Há controvérsias sobre esse termo, já que alguns profissionais dizem que a química não afeta o folículo capilar, consequentemente, o cabelo novo que nasce. Por outro lado, é muito fácil encontrar alguém que passa pela transição com esse problema. E não só a química é causadora, uso excessivo de chapinha, secador e até tranças e mega hair (pela tração dos fios) também podem gerar o scab hair.

 

Como tratar?

A umectação é a grande aliada contra o scab  hair. Esse processo nada mais é do que utilizar um óleo 100% vegetal para envolver todo o cabelo, incluindo a raiz, pois é onde estão os folículos capilares que precisam ser restaurados. Além disso, MUITA hidratação, se possível, hidrate em toda lavagem, nem que seja rapidamente.

Cortar o cabelo regulamente também é importante, tanto para retirar a parte danificada do cabelo, quanto para estimular o crescimento. Outro aspecto fundamental é rever a sua alimentação, a qualidade dela tem muita influência sobre a saúde do seu cabelo.

Por fim, tenha muita paciência. Aos poucos o fio vai se recuperando e nascendo saudável. Dedique-se nos cuidados que logo logo essa fase passa.

Eu não tive tanto problema com scab hair durante minha transição, talvez por ter aderido ao cronograma capilar e assim me dediquei a cuidar. Então, me contem as experiências de vocês com esse problema!

Beijos, tenham um ótima semana!

 

patty

E se eu não quiser cachear?

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Ultimamente, ou melhor, desde que comecei a entrar nesse mundo de transição capilar e voltei a usar meu cabelo cacheado, eu tenho observado situações e procurado ver a coisa toda de vários ângulos. Quando eu decidi parar de usar química eu não contei pra quase ninguém, não que fosse um segredo, claro, mas eu só comentava se alguém introduzisse o assunto alisamento ou notasse a minha “raiz alta” rs. Geralmente as pessoas tinham duas reações: ou elas diziam o quanto isso era legal, bacana, supimpa, ou elas diziam o quanto eu era corajosa por fazer algo que elas não tinham coragem. Raramente alguém chegava ao ponto da sinceridade de dizer: “Não vai ser fácil, teu cabelo vai ficar acabado, mas depois vai dar muito certo”. E uma, só umazinha disse o clássico “Tu não vai conseguir”.

Mas eu consegui. Passei perrengues e mais perrengues, vontades e mais vontades de desistir, mas tô aqui, com dois meses e meio de BC e descobrindo um cabelo novo.

Pois bem, bela história pra se contar, e quem acompanha o blog sabe que eu já contei  várias vezes sobre como foi a minha transição capilar e etc etc etc. Mas hoje o assunto que eu quero falar é sobre o processo inverso: E se eu quiser alisar?

Não, não eu literalmente, mas qualquer garota/mulher que está sentindo o boom das cacheadas ao seu redor e, por vezes, aqueles olhares tortos sobre alguém que continua passando a chapinha no cabelo.

Tenho observado que da mesma forma que sofremos uma pressão (falando de forma bastante generalizada e superficial) para alisar o cabelo, as alisadas hoje sofrem para entrar em transição capilar e voltar a ter sua cabeleira natural.

Ué, mas a ideia não era se desvencilhar das amarras?

Ser do time das alisadas e não querer se cachear tem sido motivo de comentários tão constrangedores quanto os que eram dados para as cacheadas que não queriam se alisar. E não estou especulando, talvez vocês ainda não tenham presenciado cenas como esta, mas eu já, várias vezes. Então pensem comigo: imagine alguém que nasceu de cabelo cacheado e ouviu durante um bom tempo que ele precisava de um “jeito”, e esse jeito era a química, depois de anos ouve de volta que PRECISA assumir o cabelo natural. Buguei?

Aí vocês respondem: mas sabryna, todas temos que nos aceitar como viemos ao mundo, e deixar de viver um padrão e…

Oooou: mas sabryna, todas podemos fazer o que quiser, não devemos seguir o que socidade manda, somos donas de nossas próprias vontades e…

Enfim, essas coisas.

Agora pensem de novo: imagine alguém que já alisou, já deixou de alisar, e já voltou a usar o cabelo natural, comentar por alto: “estou meio a fim de alisar o cabelo” e ouvir gritos eufóricos dizendo “nãaaaao” “não acredito que vai fazer isso” “que loucura” “mas teu cabelo está tão lindo assim”. Um ponto importante passa despercebeido: nem sempre está lindo para ela como está para nós. Vontades vem e vão e desejos de mudança também.

O ponto que quero chegar é esse: nós, que já passamos pela transição capilar, temos que tomar cuidado para não sermos as mesmas pessoas que nos pressionaram aos alisamentos quando tudo começou. Não sermos as mesmas bocas nervosas que se coçam ao ver um cabelo com química e dizer: “Você TEM que deixar isso de lado” “Você TEM que assumir seus cachos” “Você TEM que parar de usar chapinha” “Você TEM que”. Odiávamos isso, lembram? Odiávamos que nos dissessem o que fazer. Odiávamos quando diziam que nosso cabelo era feio do jeito que estava.

Não precisamos obrigar – com discursos prontos e frases clichês – ninguém a alisar, ninguém a cachear. Um cabelo com química pode estar maltratado pela química da mesma forma que um cacheado pode estar maltratado por um ressecamento. Um cabelo alisado pode estar saudável e hidratado da mesma forma que um cacheado pode ser maravilhoso com Low Poo. Inclusive não obriguem ninguém a aderir ao Low e No Poo também. Sabemos o quanto essa técnica é maravilhosa, mas nem todo mundo está disposto a decorar compostos liberados e proibidos. Usamos shampoo com sulfato a vida inteira e nosso cabelo ainda está na cabeça.

O objetivo desse textão não é criar polêmica e muito menos ser incoerente (se tenho um blog para cachos por que falar de alisamento??), mas convidar para uma reflexão que eu tenho feito desde que entrei nesse mundo crespo. Se alguém lhe parabenizar pelo sucesso da transição, sorria e diga “Obrigada!”, segure a vontade de dizer “Faz também!”. Se alguém lhe perguntar o que você fez para ficar assim, responda gentilmente (e indique o blog, please!! Haha), e resista ao ímpeto de dizer que chapinha acaaaaba o cabelo.

Cada mulher sabe a dor e a delícia de ter o cabelo que tem.

Nós cacheadas devemos ser um time que acolhe quem quer se aprochegar, e não fiscais que obrigam alisadas a se alistarem.

Em terra de chapinha quem tem cachos é rainha.

Em terra de cacheada quem quer alisar não precisa perder o trono.

Marca Sabryna

Big chop ou não, corte na transição!

Oi! Estou muito inspirada em falar de transição esses dias! Semana passada fiz um post sobre o uso da chapinha durante a transição, se você ainda não leu, clique aqui. Tem outros posts sobre essa etapa aqui no blog também.

Hoje quero falar sobre corte. Como falei no post passado, cada pessoa passa pela transição de maneira diferente. Eu passei sem nem saber que existia esse nome, muito menos sabia da expressão big chop. Eu simplesmente deixei meu cabelo crescer e fui cortando as partes lisas. Cheguei a cortar bem curtinho, mas não tanto quanto um BC. Neste post aqui tem todas as etapas da minha transição.

Conversando com algumas meninas que estão passando pela transição, percebo um receio muito grande delas em cortar o cabelo. Talvez porque muitas delas, ou mesmo você que está lendo agora, pensam que TEM QUE fazer o BC. Mas não é bem assim. O BC é um corte que elimina toda a parte com química do cabelo e, dependendo de quanto tempo está a transição, pode ficar beeem curtinho. Há variações, mas por volta de 11 meses já é uma boa ocasião para quem quer fazer o BC (a Sabryna fez e mostrou aqui).

Esse tipo de corte é ideal para quem não aguenta conviver com duas texturas, quem está ansiosa para cuidar dos cachos e para quem não se importa de ter cabelo curtinho. Mesmo assim, é preciso pensar bem antes, preparar a mente para a mudança radical e procurar um bom profissional. Depois do BC, a transição continua e fica mais fácil lidar com o cabelo já cacheado. É preciso ainda adaptar os cuidados ao novo tipo de cabelo.

 

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Já falando daquelas que tem receio de cortar, imagino que isso acontece porque muitas de nós que alisavam gostavam de usar cabelão e acabam se apegando a ele. Existe também a falsa ideia de que cabelo cacheado quase não cresce, então acham que se cortarem curtinho vão demorar a ter o cabelo grande de novo. Mas não é verdade: cabelo cacheado tem sim fator encolhimento que dá a impressão de que está mais curto, mas o cabelo bem cuidado cresce saudável e normalmente.

Além disso, na transição já é difícil lidar com as duas texturas, ainda mais se o cabelo estiver bem grande. O cabelo alisado e o natural que está crescendo têm necessidades diferentes de hidratação e finalização, caso você queira texturizar a parte alisada terá mais trabalho em um cabelo longo e os cachos por vezes não definem. Então, mesmo que você não opte pelo BC, invista em um corte que reduza o comprimento do cabelo e continue cortando periodicamente, até que a parte lisa seja retirada. Vejo algumas meninas sofrendo tanto com a transição e não imaginam como um corte poderia facilitar tudo!

Tenha coragem! É bom mudar! Quem sabe a transição não seja uma oportunidade para você arriscar coisas novas? Se, por exemplo, você sempre teve cabelão e nunca se imaginou de cabelo curto, pode se descobrir amando a praticidade do curtinho.

Até a próxima!

patty

Chapinha na transição: sim ou não?

Olá! O post de hoje é um pouco polêmico. Como sabem, passei pela transição capilar, como muitas (os) estão passando ou desejam começar (contei neste post aqui sobre a minha). Ouvindo relatos, percebo que a chapinha é tema de debate, alguns apoiam e outros não. Aqui vou colocar os argumentos da minha opinião, baseados na minha experiência, mas ressalto que, obviamente, existem diferenças de pensamento.

Em primeiro lugar, é preciso entender que cada pessoa passa pela transição de forma diferente. Eu deixei o cabelo crescer, não fiz big chop (a Sabryna fez, veja aqui) e pouquíssimas vezes usei chapinha durante o processo. Outras pessoas preferem usar a chapinha para não ficar com o cabelo com diferentes texturas. No meu caso, no começo eu pensei em usar, porque era muito evidente a diferença e o volume na parte natural me incomodava. Mas, como nunca fui habilidosa com chapinha e achava que dava muito trabalho, não fazia. Quando tinha algum evento importante, ia no salão e fazia.

Para mim, essa escolha foi muito importante. Rapidamente comecei a me acostumar com a diferença de texturas. Então, passei pela transição um pouco mais tranquila, aceitando que aquilo era necessário e não tinha muito o que fazer. Na época, eu não entedia nada de transição, então não sabia nem fazer texturização, como a Sabryna fez nesse post aqui. Eu assumi essa forma estranha do cabelo, claro que nem sempre eu estava feliz com isso, mas passei a aceitar. Segue uma foto de resolução ruim só para ilustrar o desapego:

 

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Um outro ponto que deixar a chapinha ajudou, foi que o cabelo foi  crescendo e eu pude observar os cachinhos que nasciam, pude acompanhar esse desenvolvimento e me reconhecer cacheada. A gente passa tantos anos alisando que já nem sabe mais como é nosso cabelo de verdade, nem as pessoas ao nosso redor associam nosso cabelo ao cacheado. Por isso, a fase da transição também é importante não só pela transformação da aparência, mas de aceitação.

Além disso, os cuidados que passei a tomar, especialmente o Cronograma Capilar (leia aqui), ajudaram no crescimento mais rápido e saudável do meu cabelo. Acredito que usando a chapinha, talvez eu estaria danificando ainda mais, o cronograma não seria tão eficiente, prejudicando também o crescimento.

 

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Evitar a chapinha é evitar mais danos para o cabelo. Com anos de química, a transição se inicia num cabelo bastante fragilizado. O calor excessivo da chapinha e outras ferramentas de calor deteriora a cutícula dos fios, que é responsável por proteger o cabelo de agressões externas. Com a deterioração dessas cutículas pelo calor, o cabelo perde queratina, uma proteína importante que o compõe. O resultado é um cabelo ressecado, áspero, com pontas duplas. Isso vai exigir cuidado redobrado, hidratações, reconstruções. Acredito que o processo fica mais saudável e fácil ao evitar a chapinha e cuidar do cabelo que está crescendo.

Mas é claro: usar secador, chapinha, de vez em quando não faz mal nenhum. Por outro lado, algumas meninas não conseguem desapegar e passaram por uma transição bem sucedida mesmo assim. Cada um deve ter liberdade para fazer o que quiser, ainda mais se tratando de cabelo. Porém, invista em cuidados para diminuir a agressão como uso de produtos com protetor térmico, cronograma capilar para manter o cabelo hidratado e repor as substâncias que ele precisa e, se possível, controlar a temperatura dos equipamentos que você utiliza.

O importante é ser feliz com seu cabelo seja ele natural, alisado, com chapinha ou não. A transição é um período de descobertas e de aceitação. Por isso é importante que cada um passe por ela considerando experiências de outras pessoas, mas principalmente de si mesma (o).

Essa foi minha experiência e espero que ajude vocês! Quero ler também a opinião de vocês, o que acham da chapinha, se a utilizaram na transição… Comentem!

Até a próxima.

 

patty