Gilmore Girls: família, amor e café

Playlist para ouvir enquanto lê o texto: https://goo.gl/oFGM1A

 

Preciso falar sobre Gilmore Girls, essa série antiga que a gente assistia no SBT (com o nome de “Tal mãe, tal filha”) ou na Warner. Recentemente, o Netflix anunciou lançamento de novos episódios e disponibilizou todas as temporadas. Por isso, está todo mundo apaixonado por essa série de novo e eu também.

 

gilmore girls

 

A história é sobre Lorelai Gilmore (Lauren Graham) que teve uma filha, chamada Rory (Alexis Bledel) aos 16 anos, saiu de casa, foi morar numa cidade chamada Stars Hollow, é gerente de uma hotel e luta para realizar seu sonho de ter a própria pousada, em sociedade com a melhor amiga Sookie (Melissa McCarthy), além possibilitar que Rory realize seu sonho também, que é entrar em Harvard. Logo no primeiro episódio, Rory é selecionada para uma boa escola particular, porém, sem condições financeiras para pagar, Lorelai recorre aos pais, com quem não mantém contato e guarda mágoas desde o conflito por causa de sua  gravidez inesperada.

O enredo é muito simples, mas vários elementos tornam essa série apaixonante. O principal deles são os personagens e a maneira como eles se relacionam. Lorelai e Rory não são só mãe e filha, mas melhores amigas, numa relação de cumplicidade em que surgem alguns conflitos e é muito divertida. Os diálogos entres elas são marcados por muitas referências de cinema, música, cultura pop, além de sarcasmo e ironia que se você não estiver atento perde alguma tirada. Esse é outro ponto bacana de Gilmore Girls: o texto é rápido e muito bem escrito.

 

 

Além da adorável relação das garotas Gilmore, o relacionamento com o outro lado da família, os pais de Lorelai, também é interessante. O casal parece rude, insensível, mas no decorrer dos episódios vamos percebendo afeto e cuidado por parte deles com a filha e a neta. Para mim, esse contexto familiar traz muitas lições de que são essas pessoas que realmente se preocupam com a gente, cuidam e nos amam, apesar das diferenças. Como é importante cultivar os laços familiares, mesmo com tantos problemas! A gente acaba se deparando com as semelhanças que aproximam e não só as diferenças que afastam. 

 

 

A amizade de Lorelai com Sookie é outro elemento, para mim, inspirador. Sookie é uma amiga, literalmente, para todas as horas. Além dela, Lorelai tem Luke (Scott Patterson), dono do restaurante mais frequentado da cidade, que tem uma queda por ela, mas acima de tudo, é um amigo sempre disposto a ajudar. Na verdade, a cidade toda ama as Gilmore Girls e sempre as apoiam.

 

 

Outro elemento de destaque é a cidade. Stars Hollow é uma cidade pequena, adorável e também surreal. Todo mundo se conhece, tudo funciona bem e você sente vontade de se transportar para lá e conhecer todos os cantinhos, moradores e tomar um café com Lorelai e Rory. Sim, café, muito café nessa série! Fico desejando café toda hora enquanto assisto!

 

 

Por fim, muitos amores marcam Gilmore Girls. Os relacionamentos de Rory vão mudando em cada fase da sua vida e é legal acompanhar esse amadurecimento. Ela e Lorelai se apoiam e, muitas vezes, é a garota que aconselha a mãe. Elas nos ensinam também que os amores não são o mais importante e que tudo bem ficar sozinha de vez em quando se elas tiverem uma a outra e as amigas por perto <3

 

 

Não posso deixar de citar ainda que Gilmore Girls é fantástica também pelo protagonismo feminino, mulheres decididas, independentes, que conseguem se virar e são muito felizes. Enfim, a série toda é uma inspiração em suas sutilezas, além de ser leve e muito gostosa de acompanhar.

 

 

Vocês já assistiram? O que acham? Têm algum (a) personagem preferido (a)?

 

patty

 

Fica a Dica: 3 últimas séries assistidas no Netflix

Oi pessoal, tudo bem? Então, toda sexta-feira, como vocês já devem ter percebido, é dia da coluna Outra Ondas aqui no blog e queremos falar sobre tudo o que gostamos e dar dicas para vocês. Acredito que muitos de vocês vivem uma relação de amor com o Netflix, como eu. Já dei outras dicas aqui e aqui relacionados a ele.

Hoje quero contar sobre as três últimas séries que assisti lá e que me envolveram muito e tenho certeza que vocês vão gostar também. Vamos lá:

1- The 100: é uma série de ficção científica (amo!) que se passa depois de 90 anos de um apocalipse nuclear que devastou a Terra. Os sobreviventes vivem em estações espaciais que começam a apresentar problemas de superpopulação e abastecimento. Por isso, decidem enviar para Terra 100 prisioneiros para verificar as condições de vida no planeta. É aí que surgem os conflitos entre eles, dificuldades de sobrevivência e acontecimentos inesperados. Infelizmente, no Netflix só está disponível a 1ª temporada com 13 episódios e já existe até a 3ª, mas acredito que em outros sites é possível assistir (alô Netflix, disponibiliza mais!). Enfim, a história prende e envolve bastante, tem ação, suspense, um pouco de romance (mas não tanto) e eu assisti em um fim de semana de tão empolgante que é. Recomendo muito!

 

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2- Jessica Jones: essa talvez a mais falada no final de 2015, é uma produção do Netflix baseada na história em quadrinhos da famosa heroína da Marvel. Jones é uma mulher que sofreu traumas no passado e que tenta reconstruir sua vida, exercendo a profissão de investigadora. Uma heroína fora dos padrões, politicamente incorreta, mas que nos envolve com sua história. Assim como Demolidor (que eu amo também), a série tem como cenário Nova York, do lado mais sombrio e marcado por crimes. Ela enfrenta o vilão Kilgrave que está intimamente ligado ao seu passado e é aí que a trama se desenvolve. As atuações são ótimas e trouxe para mim uma reflexão sobre o abuso que Jessica Jones sofreu que, em alguns aspectos, pode ser feito um paralelo com a realidade de muitas mulheres. Particularmente, eu achei que o ritmo da série fica melhor depois de alguns capítulos. Ainda assim, vale muito a pena assistir! A 1ª temporada tem 13 episódios.

 

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3- Orphan Black: essa foi a última que assisti, mas a 1ª temporada é de 2013. No Netflix estão disponíveis duas temporadas de 10 episódios. Trata-se de uma produção canadense em que a personagem Sarah Manning vive uma vida complicada e, em meio a seus conflitos, encontra numa estação de metrô uma mulher idêntica a ela. A mulher se mata na frente de Sarah e ela vê a oportunidade de mudar de vida ao assumir a identidade da desconhecida. Porém, ela não imagina as complicações que surgem ao assumir esse papel. No decorrer dos capítulos vão se revelando os motivos da semelhança entre elas. Eu comecei a assistir sem saber nada sobre essa série e fui tomada pelo clima de suspense das revelações que vão acontecendo em cada capítulo. A 2ª temporada termina com uma complicação ainda maior. Mas acima de tudo em Orphan Black, o que mais me chocou (de forma positiva) foi a atuação da Tatiana Maslany, que interpreta vários papeis super diferentes de forma INCRÍVEL. Por vezes eu esquecia que era a mesma atriz, sério. Só a atuação dela já vale a pena conferir essa série!

 

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É isso, gente! Minha lista no Netflix continua grande, espero em breve trazer mais dicas aqui. Já assistiram essas? O que acharam? Quais outras vocês recomendam? Me contem nos comentários.

Até mais!

patty