Resenha: Máscara “Meu Cacho Minha Vida” Lola Cosmetics

Enfim, saiu essa resenha! Logo quando refiz as luzes no cabelo, saí na intenção de comprar uma máscara reconstrutora, mas dei de cara com essa máscara de hidratação da Lola, achei o preço muito bom e decidi comprar. Vamos conversar sobre ela.

 

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O QUE DIZ A MARCA?

O que é: Tratamento para as Loletes Curlies que necessitam de hidratação. Penetra profundamento nos fios, recuperando o brilho da umidade e reparando os danos causados pelo estresse químico, mecânico e ambiental.

O que faz: O efeito hidratante do óleo de patauá desembaraça e reconstrói o fio danificado extratos vegetais de algas e aloe vera equilibram e recuperam intensamente. O PCA-Na é um agente umectante natural, que atua diretamente na saúde e hidratação dos cabelos, e um dos principais componentes do FHN (Fatos de Hidratação Natural).

O que mais você precisa saber: Previne o ressecamento dos cabelos, mesmo em condições de baixa umidade. PCA-Na melhora a maleabilidade dos fios e reduz o efeito “fly-way”.

 

COMPOSIÇÃO

Aqua, Cetyl Alcohol, Glycerin (Vegetable Derived), Behentrimonium Methosulfate, Aloe (Aloe Vera) Leef Extract, Sodium PCA (PCA-Na), Water (and) Kappaphycus Alvarezii Extract (and) Eucheuma Spinosum Extract (and) Coco Nucifera Fruit Extract, Theobroma Grandiflorum Seed Butter, Oenocarpus Pataua Fruit Oil, Carica (Papaya) Fruit Extract, PEG-14M, Citric Acid, Dehydroacetic Acid (and) Benzoic Acid (and) Benzyl Alcohol, Fragrance/Parfum, Benzyl Benzoate, Hexyl Cinnamal, Hydroxyisohexyl 3-Cyclohexene Carboxaldehyde, Eugenol, Linalool.
Liberada para LOW e NO POO!
O QUE EU ACHEI?
Umas das coisas que eu mais admiro na Lola são as composições dos produtos. Percebam quanto extrato, óleo e outros itens importantes eles colocam no produto: extrato de babosa, óleo de coco, manteiga de cupuaçu, óleo de patauá, além do PCA-Na, que eu dei uma breve pesquisada e se trata de um componente super umectante e faz parte do fator natural de hidratação do nosso cabelo. Imagina aí como deve ser bom para nosso cabelo absorver isso!
Outro ponto que precisa ser destacado, é que a proposta da linha “Meu cacho Minha vida” é ter preços mais acessíveis. Por isso, a composição é mais simples que os produtos tradicionais da Lola, que sempre têm alguns aminoácidos, ausentes neste produto. Nesta máscara há presença em grande quantidade da glicerina que é um componente barato, mas muito hidratante. Concluindo: apesar dos ativos diferentes e preço mais barato, de modo algum a qualidade do produto é afetada.
Fora que a Lola não testa em animais e usa produtos veganos. É muito investimento em pesquisa dos produtos!
Ela promete cabelos hidratados e recuperados de danos causados por estresse químico (meu caso com as luzes) e de fato aconteceu. Meu cabelo derrete com essa máscara, fica muito macio e definido. Não precisa ser batizada (com óleo, bepantol, etc), só ela já dá um ótimo resultado.
A consistência é firme. O cheiro não tem nada de especial, na minha opinião. Não é ruim, mas também não é super maravilhoso.
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Testei também como creme de pentear e gostei muito! O que é ótimo, pois a embalagem é bem grande, assim utilizamos mais o produto. Nas fotos abaixo, utilizei para hidratar e finalizar e o resultado ficou incrível. Quem me segue no instagram viu como meu cabelo acordou ruim nesse dia. Infelizmente não tenho fotos, por isso já está na hora de me seguir e não perder nada: @cachoseoutrasondas.
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Ressalto também que a máscara promete prevenir o ressecamento mesmo em condições de baixa umidade. Não é o caso da minha cidade, mas se você mora em lugar assim, fica a opção.
“Tá, Paty, mas e o preço?” Haha. Paguei R$ 38,99 na Casa da Manicure no Cohatrac aqui em São Luís. A embalagem tem 930g.
Enfim, continuo usando muito essa máscara e fico divida entre ela e a máscara da Inoar como as minhas preferidas para hidratar.
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Pensar na crise foi genial!
Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários.
Beijos e até mais!
patty

Matizando o Loiro com Violeta Genciana

Enfim cheguei com esse post que há tanto tempo precisava fazer! Faço luzes no cabelo e é um pouco difícil encontrar produtos liberados para low poo para cuidar dos fios loiros. Por isso, aprendi a usar a violeta genciana e vim contar para vocês.

 

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A violeta genciana é um remedinho bem antigo para cuidar de feridas (sim!). Ele é tem coloração bem forte e, junto a um creme branco, é muito eficiente para matizar o cabelo loiro, especialmente as platinadas. Mas é preciso alguns CUIDADOS:

1- Algumas pessoas tiveram reações alérgicas, então recomendo um teste antes para evitar qualquer problema.

2- A violeta tem álcool na composição e pode ressecar bastante o cabelo. Por isso, deixe a embalagem aberta para que o álcool evapore. Eu deixei um dia inteiro, só utilizei no outro dia.

3- A coloração é muito forte, então use em pouca quantidade. Acredito que no máximo 3 gotas são suficientes, se você estiver com o cabelo muito amarelado. Caso não esteja, uma ou duas gotas bastam.

4- A violeta mancha, por isso cuidado com objetos e utilize luvas, se preferir.

 

COMO USAR

1- Escolha um creme de hidratação ou condicionador BRANCO. Precisa ser branco para não interferir na cor da mistura. E liberado para low/no poo, caso você siga as técnicas. Eu usei o Yamasterol Queratina que já fiz resenha aqui. Coloque em um recipiente a quantidade necessária para seu cabelo.

 

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2- Misture a violeta. Eu usei duas gotas apenas. O meu cabelo não amarela muito e não gosto que fique muito branco também. É preciso misturar bem para não manchar o cabelo.

 

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3- Com o cabelo lavado, aplique e deixe agir até 10 min. Eu deixei menos que isso, pois a ação é bem rápida e, como disse, meu cabelo não é muito amarelado. Recomendo ficar observando o cabelo e não deixar passar o tempo. A violeta é muito forte e pode passar do ponto.

4- Enxágue.

 

***O grande lance é na primeira vez que for usar, colocar pouca quantidade e observar o tempo. Daí você vai percebendo como seu cabelo vai agir e acerta a quantidade e tempo da próxima vez. ***

 

Fiz fotos do meu cabelo no antes e depois. Espero que dê para notar alguma diferença, pois, como disse meu cabelo não estava muito amarelado e também não deixei agir muito tempo por receio de ficar muito branco (e a câmera não é tão boa :/). Mas garanto que funciona bem!

 

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Se você gostou e tentar em casa, marque no instagram com #cachoseoutrasondas para eu ver!

Beijos e até mais!

 

patty

 

 

 

[VÍDEO] TAG Assumindo o Cabelo Crespo

Oi, gente! Nesse vídeo respondi a tag “Assumindo o Cabelo Natural”, criada há algum tempo pela Rayza Nicácio. Assistam o vídeo para conhecer melhor sobre a minha transição e para se motivaram no processo de vocês!

Ah, tem o primeiro post do blog em que escrevi a história do meu cabelo e lá tem muitas fotos do antes e depois. Clique aqui.

Não esqueçam de dar like no vídeo e se inscrever no canal.

 

 

Beijos, até mais!

 

patty

Transição Capilar: texturização com papel higiênico

Gente, como vocês estão? Que SAUDADE de postar! Antes de ir para o assunto do post, quero explicar rapidamente o motivo da nossa ausência: além das dificuldades com a rotina, meu celular foi roubado e demorei para ter outro, o que atrapalha todo o trabalho do blog. Expliquei na nossa página do Facebook, por isso é importante que vocês sigam a gente lá para ficar por dentro de tudo.

Enfim, o post de hoje tem a participação super especial de uma amiga e leitora muito querida nossa, a Dayane Madeira. A Day está em transição e eu e a Sabryna acompanhamos o processo e ajudamos sempre que dá, com dúvidas e incentivos. A Day tem muita dificuldade de lidar com as duas texturas do cabelo e a parte alisada é muito difícil de cachear, então o cabelo vive preso.

Esses dias ela conseguiu ter sucesso em uma texturização e compartilhou o resultado comigo. Eu fiquei apaixonada e pedi para mostrar aqui no blog. Como eu e a Sabryna não estamos mais na transição, ficamos felizes de ter oportunidade de abordar esse assunto e ajudar quem ainda está nesta fase.

 

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A Day fez a texturização com papel higiênico, muito conhecida no youtube. Ela pegou três partes do papel higiênico e dobrou ao meio no sentido do comprimento, depois dobrou mais uma vez e enrolou na diagonal. Ela achou que dessa forma ficaria mais firme. Os rolinhos ficaram assim:

 

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Com o cabelo lavado, ela usou o creme de pentear Garnier Recriador de Cachos (resenha aqui) misturado com a Gelatina “Não sai da minha cabeça” da Salon Line. Pegando mechas não muito grandes, ela foi enrolando o cabelo, tendo atenção com as pontas ainda com química.

 

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Depois de esperar por volta de 4h, o tempo necessário para o cabelo secar, a Day soltou os rolinhos e deu uma ajeitadinha e os cachos ficaram assim:

 

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Lindos, né? Eu fiquei encantada, ainda mais porque o cabelo está com uma aparência maravilhosa de bem cuidado. A Day faz low pow há um tempo e gosta muito da técnica. Sobre a texturização, ela achou um processo demorado e cansativo, pois ela tem bastante cabelo. Por outro lado, o resultado foi compensador e durou dois days after, podendo durar mais. Ela usou uma blusa de cetim no travesseiro para garantir que os cachos não fossem tão desfeitos durante a noite, o que é uma ótima dica para um bom day after.

Acho que essa texturização é uma boa opção para quem está em transição e quer arrumar o cabelo para alguma ocasião ou mesmo para se sentir mais bonita e se ver com cachos, já que essa é uma fase tão difícil. Como é trabalhosa, infelizmente não dá para fazer todos os dias.

Quero agradecer a colaboração da Day e desejar que essa transição acabe logo e ela desfile mais por aí com esses cachos maravilhosos!

Espero que a dica dela tenha ajudado! Até mais.

 

patty

Cachos da Vez #1

Olá! Como vocês estão? Hoje inauguro essa seção do blog que vai se chamar Cachos da Vez em que vou mostrar o que fiz no meu cabelo, os produtos que usei e o resultado final. Um post bem direto e rápido pra que vocês tenham mais noção dos meus cuidados e tenham sugestões de produtos para usar. Lembrando que eu sigo a técnica do Low Poo, todos os produtos citados são liberados e se você não sabe do que to falando, leia o post sobre o assunto! Vamos lá ao passo a passo! Ignorem minhas unhas, por favor.

1- LAVAR: fiz a técnica do Co-Wash (breve post) com o Yamasterol.

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2- HIDRATAR: usei a máscara da Amend Gold Black Restauradora batizada com umas gotas do Oléo de Argan Alta Moda É (Alfaparf).

 

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3- CONDICIONAR: usei o Elseve Óleo Extraordinário da L’oréal.

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4- FINALIZAR: pra fechar, usei o creme de pentear Cachos Definidos da Pantene.

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RESULTADO: as fotos são de assim que o cabelo secou. Já com um certo volume, depois aumentou <3

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O que acharam dessa nova coluna no blog? Se quiserem resenha de algum dos produtos, deixem nos comentários!

Beijos e até a próxima.

Paty França

Look Casamento Vitória e João <3

Oi gente! Neste sábado que passou (14/11/2015), foi o casamento do meu irmão mais velho João Victor com a Vitória. Foi muito lindo e emocionante! Fui madrinha e vim compartilhar com vocês um pouquinho do meu look, especialmente o cabelo. Não tive como tirar muitas fotos boas na correria mas espero que gostem!

Foi a primeira vez que fui cacheada para um evento como esse, costumava sempre escovar e fazer chapinha. Tive muita preocupação com os cachos, fiquei receosa com o frizz, com indefinição, mas deu tudo certo.

O que eu fiz?
Durante a semana eu tomei alguns cuidados pra ficar tudo perfeito no dia. Fiz umectação na terça (vou mostrar em um outro post) e na véspera lavei e hidratei com a máscara Morte Súbita da Lola Cosmetics (vou falar em outro post também). Na finalização, usei o Milagre também da Lola misturado com gelatina para manter os fios no lugar por mais tempo. Vou ensinar como fiz a gelatina também.
No dia seguinte fui para o salão (Cabelos Charme & Beleza, fiz com o Carlinhos!) e não precisei fazer nada, só o penteado. Acabei mudando minha ideia inicial e só prendemos um pouco a parte da frente do cabelo com grampos e um acessório, colocamos bastante laquê e pronto! Ficou assim (as fotos não estão tão boas, peço desculpas, tirei do celular e os fotógrafos disponíveis não eram profissionais haha):

 

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Com o look completo:

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Alguns desesperos antes de sair de casa e algumas coisas que não saíram como planejado, mas fiquei muito feliz com o resultado, pena que não tenho fotos melhores pra mostrar pra vocês. Mas espero que fique a mensagem de que não precisamos nos preocupar, nossos cachos nos ajudam a arrasar em qualquer situação. São diferentes e lindos!

Peço licença pra postar o penteado lindo da minha mãe também que estava arrasando e já fica como inspiração para as que não são cacheadas mas que sei que acompanham o blog:

 

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E por fim, não poderia deixar de expressar minha felicidade pelos noivos! Fomos testemunhas de um amor muito lindo e abençoado por Deus. Tenho certeza de que todos que presenciaram a cerimônia e a festa sentiu isso e compartilhou da felicidade dos dois. Muito feliz pela família que está maior agora mesmo que a casa esteja um pouco mais vazia. Sejam muito felizes!

 

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Espero que tenham gostado e até a próxima. Beijos!

Paty França

Era uma vez um cabelo cacheado – Sabryna

Olá! Meu nome é Sabryna, tenho 21 anos, moro em São Luís – MA e sou a amiga e parceira da Paty nessa empreitada. Nós duas decidimos juntar nossas ideias e inspiraçõs para construir um blog com muita informação e interatividade, e assim tentar ajudar (e trocar experiências) todas as cacheadas a cuidarem e manterem seus cachos lindos e deslumbrantes. Bom, pra começar eu vou contar um pouquinho da minha história pra vocês e deixar todos a par da minha situação capilar.

Eu sou a mais velha dos meus três irmãos e não tenho o mesmo tipo que cabelo que a minha mãe (que é liso), então, assim que ela se viu com uma criança de cabelo enrolado, ela ficou meio sem saber o que fazer. Reclamava, e muito, do trabalho que dava para arrumar e mantê-lo no lugar pelo menos por algumas horas. Como? Com muuuito creme, elásticos e prendedores de todos os tipos.

 

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Durante a minha vida inteira eu praticamente não soube o que era andar de cabelo solto. Minha rotina era: lavar com qualquer shampoo, passar qualquer creme, e deixar lá solto até secar um pouquinho para prender. Muito volumoso, eu nunca soube usar isso a meu favor, através de um corte, por exemplo, e fazer do volume uma qualidade e não um defeito do cabelo.

 

Porém, apesar da dificuldades que era ter um cabelo difícil como o meu, eu gostava dos cachos, gostava de ter um cabelo diferente, já que todas as meninas que eu conhecia tinham o cabelo liso. Ainda que esse diferente ficasse ali escondido em um coque ou rabo de cavalo. E foi com esse pensamento que eu resisti até quase toda a minha adolescência, mas chegou um dia que esse lance de nunca usar o cabelo solto começou a pesar, a incomodar.

Nunca fui uma garota muito ligada nessas coisas de cabelo. Eu era bem básica, sabia o que todo mundo sabia, e a maioria não sabia como cuidar de um cabelo cacheado, então eu não acreditava também que tivesse um jeito de mudar. Então lá fui eu para o salão, em meados de 2011, meio derrotada, meio não-há-mais-nada-a-fazer, alisar o cabelo.

 

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O primeiro alisamento foi doloroso, o formol me fez lacrimejar e eu tive que fingir que estava tudo bem. Cheguei em casa e olhei aquele cabelo colado no couro cabeludo, um pouco sem graça, mas melhor do que estava antes. A partir daí eu tive que redobrar os cuidados para que ele ficasse com o mínimo de aspecto artificial possível, e eu pudesse sentir aquela alegria de usar o cabelo solto  sem se preocupar se tinha um prendedor na bolsa.

 

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Aos poucos eu fui me acostumando com a rotina de chapinha, de fuga da chuva, e de pontas espigadas, ressecadas, ásperas, que sempre tinha. “Mas ainda está melhor do que antes”, eu pensava.

 

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Eu gostava do balanço, do movimento, do charme que o cabelo liso tinha até mais ou menos uns dois meses após retoque, quando a raiz começava a aparecer e eu tinha que me virar nos 30 para disfarçar até que pudesse alisar de novo.

 

 

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Mas sempre que eu sentia o ondulado da raiz eu ficava me perguntando como seria meu cabelo cacheado, se ele não estava ali gritando pra aparecer de novo e eu não deixava. Eu pensava: será? Será que ele volta? Será que algum dia eu vou voltar a ter cachos? Mas como? Tem que cortar, tem que passar algum produto? (eu sei que essas são as dúvidas de muitas de vocês também). Eu não sabia. E nem procurava saber, confesso.

Até que, 4 anos depois do primeiro alisamento, eu comecei a seguir algumas meninas cacheadas e ex-alisadas no Twitter, e acompanhava seus comentários sobre o cabelo, a transição e tudo mais. Uma perguntinha aqui, uma leitura ali, e aos poucos eu fui descobrindo que era possível voltar a usar o cabelo natural. Me empolguei e comecei a procurar na internet várias coisas sobre o assunto: dicas, depoimentos, vídeos, tudo que tivesse relação, e fiquei impressionada com a história das garotas que voltaram ao natural e eram felizes e lindas com ele.

Decidi que não ia mais alisar o cabelo.

Três meses depois eu descobri que não seria tão fácil assim e fiz o retoque.

Duas semanas depois eu me arrependi.

Então, antes que eu pudesse mudar de ideia de novo, eu fiz a única coisa que não me faria desistir da transição: cortei o cabelo o mais curto que pude.

 

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Eu era/sou apaixonada por cabelos longos, e nunca na vida imaginei que usaria o meu curtinho, nunca sequer cogitei cortar mais que as famosas pontinhas ressecadas. Então, apesar de eu ter gostado (e muito) do meu cabelo curto, ele virou a minha motivação. Sempre que eu penso em alisar novamente eu olho pra ele e digo: bom, não vou ter cortado ele à toa.

E aqui estou eu há 8 meses sem química, deixando-o crescer livre, do jeito que quiser, cuidando apenas para que ele cresça forte e saudável (eu sei, parece que estou falando de um filho, haha). Não está sendo uma fase maravilhosa, às vezes bate um desânimo  e uma vontade de desistir, confesso, mas eu tenho certeza que no final, quando eu redescobrir o potencial do meu cabelo, vai tudo valer a pena. E eu vou contar tudo aqui pra vocês durante essa trajetória.

Hoje eu ainda faço chapinha, mas tento ao máximo conciliar com a fitagem, e outros métodos de texturização, para não danificar o cabelo que está nascendo, além dos coques e tiaras. Por fim, eu tento controlar a ansiedade e admirar os enroladinhos que estão no topo da cabeça.

 

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Espero que vocês, assim como eu, tenham paciência para o grande resultado final.

Abraços,

Sabryna Mendes.

 

A História do meu Cabelo: transição e volta aos cachos!

Olá! Meu nome é Patrícia França, tenho 24 anos, sou de São Luís, Maranhão. Hoje inauguro com alegria esse blog tão planejado e desejado por mim e pela Sabryna, minha companheira de blog. Aqui vamos compartilhar nossas experiências com cabelo e também outros hobbies nossos e de muitos de vocês.

Nesse post, com muito prazer,  vim contar um pouco da história do meu cabelo, das mudanças que ele passou ao longo dos anos, principalmente na dura batalha para voltar aos cachos depois de muito tempo de química. É a história de muitas meninas que passam pela transição, então espero que motive muitas a continuar ou começar essa linda trajetória.

O começo de tudo, a infância, é muito parecida com a de muitas meninas de cabelos cacheados. Minha mãe tem cabelo liso e não soube cuidar do meu. Sempre vivia com os cabelos amarrados bem apertados e quando acordava de manhã só era possível domar molhando e colocando mais creme. Nesse processo, eu não aprendi a cuidar do meu cabelo e passei a não gostar dele. Na minha família, na escola, não convivi com pessoas de cabelo cacheado, então me achava diferente e feia. Os cachos não definiam e ficava uma coisa áspera, sem forma. Só se formavam quando minha mãe fazia esses penteados, enrolando cada cachinho, haha.

 

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Quando já era adolescente, passei a usar alguns alisamentos caseiros, aqueles “é só pra baixar o volume”. Isso já modificou a forma do meu cacho. Só aos 15 anos decidi optar pelo alisamento definitivo no salão. O cabeleireiro da minha mãe, que cuidava do meu também, fez o procedimento, mas ainda apoiava que eu cuidasse dos meus cachos (para os de São Luís que conhecem, o querido Sérgio Marrom <3 ). Ele acabou alisando porque achava que naquela idade eu ainda não teria o cuidado que o cabelo cacheado exigia. Mas sempre me incentivou a voltar aos cachos!

 

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Assim, passei muitos anos me submetendo à química. E como meu cabelo crescia muito rápido e a raiz ficava logo evidente, voltava em poucos meses para retocar. Eu sempre usava o cabelo liso, comprido, corte reto. As pontas eram muito ressecadas. Então, passei a me incomodar e perceber que meu cabelo não era saudável e minha aparência era sempre a mesma com o cabelo alisado. Daí comecei a desejar ter o cabelo natural de novo.

Nesse tempo que comecei a ter essa ideia, ainda não era comum como tem sido hoje, essa febre das meninas quererem voltar ao cabelo cacheado, muitas em transição, várias dica na internet, até mesmo nos programas de televisão. Eu nem sabia o que era transição. Eu não tinha noção do que tinha que fazer, por isso, algumas vezes desisti e me rendi à química de novo. Em 2013, finalmente, decidi definitivamente deixar os cachos voltarem. Tive apoio de Marrom que não me incitou a alisar e me fez acreditar que meus cachos voltariam bem bonitos, o que eu não acreditava na época. Minha família e pessoas mais próximas também me apoiaram, o que eu considero fundamental, já que a fase de transição não é fácil. Você sente muita dificuldade de se aceitar com o cabelo indefinido, as vezes a autoestima cai, tem receio de como vai ficar depois que terminar a transição e vive com a tentação constante de voltar para a “facilidade” que é manter o cabelo alisado.

Eu não optei pelo big chop, nem sabia o que era isso (cortar de vez a parte alisada), eu cortei o cabelo bem curto e depois tirei as pontas. Raramente usava chapinha, o que foi ótimo pro meu cabelo. Só depois de algum tempo transição, descobri que poderia tomar alguns cuidados, o principal deles foi o Cronograma Capilar que comecei a fazer e foi muito importante para definir meus cachos e ajudar no crescimento. Fiz por um bom tempo e fui cortando as pontas lisas até ficar com o cabelo todo natural. No final de 2013 cortei as últimas pontas lisas.

 

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Daí começou uma nova fase: aprender a cuidar do novo tipo de cabelo. No começo, ainda não sabia muito bem como cuidar e não tinha muita definição, mas ainda assim já era apaixonada e muito feliz pela decisão de abandonar a química. Quando passei a ter o costume de procurar dicas na internet e aprendi técnicas como a fitagem, entendi a necessidade de hidratar sempre e outras coisas, é que meu cabelo foi mudando cada dia mais. Acredito que cabelo é isso, principalmente o cacheado, aprender a amar e a cuidar e ir conhecendo as diversas possibilidades que ele pode oferecer: um dia mais volume que o outro, mais definição ou não, um jeito diferente de finalizar, enfim, um mundo de descobertas.

 

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Iniciar a técnica do Low Poo (vamos explicar em breve aqui!) foi uma destas descobertas que mudou muito minha rotina de cuidados e ajudou na definição e hidratação do meu cabelo, especialmente depois de que decidi fazer luzes. Essa foi outra etapa totalmente nova para mim, que nunca tinha pintado o cabelo e, sendo cacheado, os cuidados são redobrados.

 

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Fotos: Thássya Silva. Instagram: @thassyasfotografia

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Quando me perguntam sobre o meu cabelo, principalmente quem me conheceu de cabelo liso, eu sempre digo que foi uma das melhores decisões da minha vida abandonar a química. Mas também falo a verdade: cabelo cacheado dá trabalho. Você precisa amar e se dedicar. Apesar disso, vale a pena cada hora gasta lavando, hidratando e finalizando se você se sente bem e feliz com seu cabelo. E é assim que eu me sinto: leve, livre e sendo eu mesma. Acredito que quando a gente aprende a se amar, sente mais prazer em se cuidar e entende que todo cabelo tem imperfeições. Jamais busque cachos perfeitos, entenda as fases, viva cada fase do seu cabelo.

A transição passa, o cabelo que hoje não está muito legal, amanhã pode acordar lindo e o melhor de tudo: existe um mundo de possibilidades! Para mim, isso é o melhor do cabelo cacheado, isso me dá uma sensação de liberdade única. E essa é a mensagem que eu gostaria de deixar, espero que minha história possa inspirar mais e mais meninas a entrarem também nessa jornada linda e acreditem cada vez mais na beleza de cada uma de vocês e no que podemos fazer ao nos aceitarmos como realmente somos.

No blog pretendo detalhar essa história, contar meus cuidados e o que aprendi nesse tempo. Se tiverem dúvidas, curiosidades, é só comentar. Vai ser uma prazer ter a companhia de vocês nesse papo.

Beijos e até a próxima!

Paty França