Era uma vez um cabelo cacheado – Sabryna

Olá! Meu nome é Sabryna, tenho 21 anos, moro em São Luís – MA e sou a amiga e parceira da Paty nessa empreitada. Nós duas decidimos juntar nossas ideias e inspiraçõs para construir um blog com muita informação e interatividade, e assim tentar ajudar (e trocar experiências) todas as cacheadas a cuidarem e manterem seus cachos lindos e deslumbrantes. Bom, pra começar eu vou contar um pouquinho da minha história pra vocês e deixar todos a par da minha situação capilar.

Eu sou a mais velha dos meus três irmãos e não tenho o mesmo tipo que cabelo que a minha mãe (que é liso), então, assim que ela se viu com uma criança de cabelo enrolado, ela ficou meio sem saber o que fazer. Reclamava, e muito, do trabalho que dava para arrumar e mantê-lo no lugar pelo menos por algumas horas. Como? Com muuuito creme, elásticos e prendedores de todos os tipos.

 

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Durante a minha vida inteira eu praticamente não soube o que era andar de cabelo solto. Minha rotina era: lavar com qualquer shampoo, passar qualquer creme, e deixar lá solto até secar um pouquinho para prender. Muito volumoso, eu nunca soube usar isso a meu favor, através de um corte, por exemplo, e fazer do volume uma qualidade e não um defeito do cabelo.

 

Porém, apesar da dificuldades que era ter um cabelo difícil como o meu, eu gostava dos cachos, gostava de ter um cabelo diferente, já que todas as meninas que eu conhecia tinham o cabelo liso. Ainda que esse diferente ficasse ali escondido em um coque ou rabo de cavalo. E foi com esse pensamento que eu resisti até quase toda a minha adolescência, mas chegou um dia que esse lance de nunca usar o cabelo solto começou a pesar, a incomodar.

Nunca fui uma garota muito ligada nessas coisas de cabelo. Eu era bem básica, sabia o que todo mundo sabia, e a maioria não sabia como cuidar de um cabelo cacheado, então eu não acreditava também que tivesse um jeito de mudar. Então lá fui eu para o salão, em meados de 2011, meio derrotada, meio não-há-mais-nada-a-fazer, alisar o cabelo.

 

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O primeiro alisamento foi doloroso, o formol me fez lacrimejar e eu tive que fingir que estava tudo bem. Cheguei em casa e olhei aquele cabelo colado no couro cabeludo, um pouco sem graça, mas melhor do que estava antes. A partir daí eu tive que redobrar os cuidados para que ele ficasse com o mínimo de aspecto artificial possível, e eu pudesse sentir aquela alegria de usar o cabelo solto  sem se preocupar se tinha um prendedor na bolsa.

 

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Aos poucos eu fui me acostumando com a rotina de chapinha, de fuga da chuva, e de pontas espigadas, ressecadas, ásperas, que sempre tinha. “Mas ainda está melhor do que antes”, eu pensava.

 

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Eu gostava do balanço, do movimento, do charme que o cabelo liso tinha até mais ou menos uns dois meses após retoque, quando a raiz começava a aparecer e eu tinha que me virar nos 30 para disfarçar até que pudesse alisar de novo.

 

 

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Mas sempre que eu sentia o ondulado da raiz eu ficava me perguntando como seria meu cabelo cacheado, se ele não estava ali gritando pra aparecer de novo e eu não deixava. Eu pensava: será? Será que ele volta? Será que algum dia eu vou voltar a ter cachos? Mas como? Tem que cortar, tem que passar algum produto? (eu sei que essas são as dúvidas de muitas de vocês também). Eu não sabia. E nem procurava saber, confesso.

Até que, 4 anos depois do primeiro alisamento, eu comecei a seguir algumas meninas cacheadas e ex-alisadas no Twitter, e acompanhava seus comentários sobre o cabelo, a transição e tudo mais. Uma perguntinha aqui, uma leitura ali, e aos poucos eu fui descobrindo que era possível voltar a usar o cabelo natural. Me empolguei e comecei a procurar na internet várias coisas sobre o assunto: dicas, depoimentos, vídeos, tudo que tivesse relação, e fiquei impressionada com a história das garotas que voltaram ao natural e eram felizes e lindas com ele.

Decidi que não ia mais alisar o cabelo.

Três meses depois eu descobri que não seria tão fácil assim e fiz o retoque.

Duas semanas depois eu me arrependi.

Então, antes que eu pudesse mudar de ideia de novo, eu fiz a única coisa que não me faria desistir da transição: cortei o cabelo o mais curto que pude.

 

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Eu era/sou apaixonada por cabelos longos, e nunca na vida imaginei que usaria o meu curtinho, nunca sequer cogitei cortar mais que as famosas pontinhas ressecadas. Então, apesar de eu ter gostado (e muito) do meu cabelo curto, ele virou a minha motivação. Sempre que eu penso em alisar novamente eu olho pra ele e digo: bom, não vou ter cortado ele à toa.

E aqui estou eu há 8 meses sem química, deixando-o crescer livre, do jeito que quiser, cuidando apenas para que ele cresça forte e saudável (eu sei, parece que estou falando de um filho, haha). Não está sendo uma fase maravilhosa, às vezes bate um desânimo  e uma vontade de desistir, confesso, mas eu tenho certeza que no final, quando eu redescobrir o potencial do meu cabelo, vai tudo valer a pena. E eu vou contar tudo aqui pra vocês durante essa trajetória.

Hoje eu ainda faço chapinha, mas tento ao máximo conciliar com a fitagem, e outros métodos de texturização, para não danificar o cabelo que está nascendo, além dos coques e tiaras. Por fim, eu tento controlar a ansiedade e admirar os enroladinhos que estão no topo da cabeça.

 

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Espero que vocês, assim como eu, tenham paciência para o grande resultado final.

Abraços,

Sabryna Mendes.

 

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